A BRILHANTE ORGANIZAÇÃO DE SONS E SILÊNCIO
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“Concerto”, Lorenzo Costa, 1485-95
Apesar de a música ser intuitivamente reconhecida, não é tarefa fácil encontrar-lhe um conceito abrangente. A música contém e manipula o som, organizando-o no tempo. A música, “arte do efémero”, não pode ser completamente reconhecida pois ao tentar qualquer definição, quando lá se chega, já a música se modificou, evoluindo.
Englobando toda uma combinação de elementos sonoros aprecebidos pela audição, a música vem a ser definida mais consensualmente por uma combinação de sons e silêncios, numa sequência simultânea ou em sequências sucessivas que se desenvolvem ao longo do tempo, obtidas por variação de características do som – altura, duração, intensidade e timbre – que ocorrem sequencialmente [ritmo e melodia] ou simultaneamente [harmonia], sendo que ritmo, melodoa e harmonia são aqui considerados no seu sentido de organização temporal, sabendo da existência de harmonias ruidosas ou de arritmias em muitas peças musicais.
O consenso em torno da definição de música termina na medida em que os diferentes indivíduos colocam diferentes perguntas acerca desta, consoante se tratem de criadores, executantes, historiadores, filósofos, antropólogos, linguistas ou amadores:
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Toda a combinação de silêncios é música?
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Música é sempre arte?
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A música existe antes de ser ouvida? A música é música por algum aspecto objectivo ou é ela uma construção da consciência e da percepção? Leia Mais »